sábado, 8 de dezembro de 2007

Morreu Karlheinz Stockhausen (22-08-1928 – 05-12-2007)

Ao lado de outros compositores de vanguarda, como John Cage, Bruno Maderna, Luciano Berio, Pierre Boulez e depois Steve Reich, Philip Glass ou Michael Nyman, Stockhausen pertence a um conjunto de compositores que reinventaram a música erudita contemporânea. (Para pormenores sobre a sua vida e obra veja-se, por exemplo, aqui e aqui).
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A obra de Stockhausen -- radical e polémica, embora bastante influente, não só na música erudita, como também no jazz e no pop -- é uma incursão criativa pela essência da sonoridade electro-acústica, em que a aleatoriedade, conjugada com o silêncio e o seu contraponto ruído (Stockhausen foi um dos grandes impulsionadores da noise music), lhe serviram de pano de fundo para uma das mais profundas obras-deambulações pelas paisagens sonoras, que nos atingem de forma brutalmente desconcertante, mas enaltecedora.

A música na mais arrebatadora das inspirações, que nos expiram e extasiam na nossa mais rica e polimórfica humanidade!


Memórias:


Ensaio da obra “Gruppen” para 3 orquestras, em Colónia, 1958. Trata-se da Cologne Radio Orchestra dirigida por Stockhausen (orquestra um, à esquerda), Bruno Maderna (orquestra dois, ao centro) e Pierre Boulez (orquestra três, à direita).
Fotografia: Archive of the Stockhausen Foundation for Music


Stockhausen no Studio for Electronic Music WDR, Colónia, Outubro de 1994, durante a produção de Electronic Music for FREITAG aus LICHT. Fotografia: Kathinka Pasveer

Stockhausen prepara-se para os Stockhausen Courses, Kuerten, 1998.
Fotografia: Kathinka Pasveer

2 comentários:

Rui Rebelo disse...

Ficará na história da música um antes de Stockhausen e depois de Stockhausen.

Miguel Portugal disse...

Embora bem ladeado de outros virtuosos da criatividade, não há dúvidas de que o Rui Rebelo tem efectiva razão: Stockhausen é um marco na história da música