domingo, 5 de setembro de 2010

Obrigado, Rui Moura!

Faleceu à dois meses (apenas agora tive conhecimento) Rui Moura, engenheiro electrotécnico, assistente e professor convidado da cadeira de Electrotecnia Teórica, Medidas Eléctricas e Alta Tensão do Instituto Superior Técnico (IST) entre 1970 e 1976; serviu na Comissão Europeia de 1987 a 1990 e na Comissão Técnica e Científica do Plano Energético Nacional de 1989 a 1992. Depois de se ter reformado dedicou-se ao estudo dos climas, tornando-se um eminente representante em Portugal da dinãmica dos climas e um protagonista maior no debate em torno daquilo que ele desmascarava, com dedicação e estofo científico ímpares, ser uma impostura intelectual – o, segundo ele, suposto aquecimento global.

Desde que tive a satisfação intelectual de assistir a uma conferência sua, plena de informação científica e referências epistemológicas fundamentais para debater criticamente a questão das alterações climáticas, e com ele pude dialogar sobre a temática, despertou em mim aquela atitude céptica nesta área, que, a não ser reactivada, tende, naturalmente, a esmorecer.

Portugal perdeu um eminente intelectual e um grande crítico do polémico aquecimento global. Foi bom pensar com ele. Obrigado, pois, Rui Moura.

1 comentário:

Anónimo disse...

Até os céticos estão começando a mudar de opinião; certamente, produto da informação. E a sociedade brasileira - que admite ser o problema um assunto de prioridade - mas que não entende (praticamente) nada do que está sendo discutido na mídia, quando é que passará a ser ouvida (certamente, antes, conscientizada)e possa expressar sua opinião? A quem interessa deixar a sociedade no indesejável (e inoportuno) grupo dos excluídos?
Será que alguém pensa que a crise das Mudanças Climáticas (os caminhos de sua soluição) poderá ser resolvida sem o envolvimento efetivo da sociedade?

Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
roosevelt@ebrnet.com.br