
É certo que Madeleine não é o único caso de trágico desaparecimento de uma criança. Há inúmeros outros por esse mundo -- inclusive ocidental -- fora! Bem como o mundo é igualmente pródigo noutros simiescos atentados contra crianças, como seja no Darfur e um pouco por todo esse continente perdido, que é África, na Ásia e na América Latina (a fome é um dos maiores flagelos, neste nosso melhor mundo, que atinge maioritariamente crianças). Estes casos deveriam, evidentemente, ocupar os serviços noticiosos e deter o impacto mediático à altura das causas inerentes!
É certo também que as televisões portuguesas têm produzido um lamentável reality show em torno do caso Madeleine, quando nos seus serviços noticiosos intoxicam os telespectadores (aqueles que passivamente assistem, claro!), durante tempos infindos, com rara ou nenhuma notícia de real importância ou novidade, limitando-se a repetir as mesmas informações com roupagens diversas, para, grosseiramente,... "fazer 'vender' o peixe"!
Mas talvez pior seja a crescente especulação crítica insinuadora da conceituadíssima e insuspeita (!) cadeia de televisão britânica Sky News contra a lei, a polícia e os media portugueses! (Haverá mais alguma coisa para criticar?!)
Mas terão conhecimento efectivo da lei portuguesa e dos seus fundamentos? Deterão informações claras sobre a forma como efectivamente trabalha a polícia científica em Portugal? Eles até têm criminologistas! Terão juristas com conhecimentos de direito comparado? Terão exibido (de momento, desconheço) alguma reportagem sobre o modo como trabalha realmente a polícia, em Portugal, como o fez, por exemplo, hoje a SIC no seu (fastidioso!) jornal das 13:00?
A Sky no seu pior -- naquilo que, por muito que não o seja efectivamente, parece ser uma campanha propagandística depreciadora de uma lei, uma polícia, uns media... não-ingleses! Será simplesmente um infeliz descontrolo emocional populista ou será que se trata de um leve assomo do velho orgulho etnocêntrico dos súbditos de sua majestade?
De qualquer modo, parece ser este o modo -- estranho, diga-se -- como os media britânicos tão bem auxiliam a sua Scotland Yard!!






Em França, faz-se política -- um acto eleitoral de suprema importância é precedido de debate franco e apronfundado de ideias e o vencedor é encontrado a partir de quase 90% de participação popular! 
Talvez o Carlos Queiroz pudesse dizer aos nossos jovens algo como: “como me sinto bem por saber História, Biologia e... Inglês!”. E quem sabe se os técnicos de marketing (psicólogos, sociólogos…) ao serviço do Ministério da Educação (e do Trabalho?), não pudessem fazer melhor, como seja colocar modelos atractivos para os pais a dizerem algo como: “como me sinto bem por ter proporcionado aos meus filhos uma verdadeira instrução, que os tornou verdadeiros seres humanos!”
2. Bairrismos, sectarismos, lutas políticas interinas completamente inconsequentes no que toca à verdadeira função política -- servir as populações, criando condições de vida realmente livre.






