quinta-feira, 25 de junho de 2009

Se nos estão a "chatear", compramo-los!

Manuela Ferreira Leite apontou, e bem, a possível ingerência do governo liderado por José Sócrates na comunicação social, caso a PT venha a adquirir parte da empresa dona da TVI, com o logicamente consequente afastamento de José Eduardo Moniz e alteração da linha editorial. Seria, obviamente, um grotesco atropelo à democracia, um governo vir a dominar uma empresa dona de um canal de televisão, que, com ou sem razão, de forma bem ou mal conseguida, tem sido bastante crítica desse mesmo governo.
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A ser verdade, é mais um acto político-partidário bem ao estilo de José Sócrates: se nos estão a "chatear", compramo-los! É uma divisa aterradora e eticamente reprovável, numa altura em que os órgãos de comunicaçãpo social terão um papel determinante na eleição do próximo governo. Se houvesse seriedade neste governo liderado por José Sócrates, os eleitores seriam tratados como seres politicamente livres e autónomos e teriam oportunidade de avaliar imparcialmente as políticas do PS, sem que fosse necessário comprar órgãos de comunicação social!

2 comentários:

edgarafecto disse...

Sinceramente, se a TVI alterar a sua linha editorial e deixar de ser um canal totalmente sencionalista é da maneira que durmo melhor à noite. Oposição há muita, agora o "jornalismo" que Manuela Moura Guedes faz na TVI, por exemplo, é tudo menos jornalismo. Claro que sendo o governo dono do canal a parcialidade das noticias pode ser afectada novamente mas para o lado contrário. Mas até aparecer algum jornalista a sério à frente daquilo, pouco há a fazer.

Abraço

Miguel Portugal disse...

Claro que a linha editorial é de qualidade jornalística questionável. Eu, por exemplo, há muito que não sou tele-espectador da TVI, até porque reservo pouco tempo para ver TV. Mas a questão não é essa. O que não é, de modo nenhum, admissível é o governo ter uma influência indirecta que seja sobre mais um canal de TV, que, ainda por cima, tem uma linha edtorial altamente demolidora para esse mesmo governo.

Abraço