
Fotografias...
“De azul a verde”
(Faro, Agosto 2009)
© Miguel Portugal
(daqui)
Os resultados da segunda fase dos exames nacionais do ensino secundário, sobretudo os de Matemática e Português, foram um desastre. Na primeira fase, MLR atribuiu a culpa à comunicação social. Agora, foram os "coitados" dos alunos externos... Estudassem!
O TC considerou hoje como inconstitucional várias normas do novo Estatuto dos Açores, que em muito diminuiriam os poderes presidenciais, em favor de uma quase federalista autonomia do arquipélago dos Açores. Vitória política para o PR e, sobretudo, para o país, cuja democraticidade governativa assenta felizmente no mecanismo de bons pesos e contra-pesos constitucionais, histórico pilar fundador do Estado democrático moderno.
Uma das mais fascinantes promessas eleitorais de José Sócrates é a de um depósito de €200 para cada bebé que venha a nascer. A Deco já fez as contas: renderá cerca de €265 quando o destinatário puder levantá-lo, dezoito anos mais tarde. Qual o valor real desses €265 à data? Certamente pouco! Qual o verdadeiro benefício, entretanto, para as famílias procriadoras? Nenhum! Quanto iria gastar o Estado? Muito. Maior parece ser a capitalização em votos que esta medida travestida de incentivo à natalidade terá. Bem se vê, pois, qual a verdadeira intenção de Sócrates! Prossegue o filão populista da política de ilusão, desta feita sem o mínimo (dos mínimos) de ética.
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do a vala da cerca, tivesse então gritado aos seus semelhantes: Não deis ouvidos a este impostor; estais perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a Terra não é de ninguém!»
da Terra; nem cálculo do tempo; nem artes; nem letras; nem sociedade; mas somente, o pior do pior, medo constante, e perigo de morte violenta; e para o homem uma vida solitária, pobre, desagradável, brutal e breve.»
seu corpo se desenvolvam em todas as suas funções e que eles usem livremente da razão sem rivalizarem entre si através do ódio, da cólera ou do engano e sem se fazerem guerra sob a inspiração da injustiça. O verdadeiro fim do Estado é, pois, a liberdade.»
O magistrado Lopes da Mota afirma não ter exercido qualquer tipo de pressão sobre os procuradores que têm a seu cargo o caso "Freeport". Proximidade política com o PS, igualmente negada, como se ter sido secretário de estado da Justiça do governo de Guterres, ainda que como independente, não indiciasse tal coisa! Sobre casos anteriores ("saco azul" de Fátima Felgueiras, por exemplo), também não se passou nada, claro. Para trabalhar a credibilidade e suster a categoria de intocável, o seu advogado vai pedindo (embora lhe vá sendo negada) a publicidade do processo disciplinar, como se tal fosse legalmente possível e desejável numa sociedade bem organizada, onde todo e qualquer processo judicial ou disciplinar não fosse coisa minimamente séria para decorrer em ambiente reservado, sereno e capaz de gerar decisão justa, razoável e desinteressada, ao invés de servir de instrumento retórico ao serviço de interessado mascaramento de imagem pública de indivíduos ou instituições. (Ponto da situação do novelo -- da novela?! -- aqui.)
O recente estudo da OCDE sobre o modelo de avaliação de desempenho docente imposto pelo governo aponta virtudes e vícios, que, note-se, já tinham sido ampla e fundamentadamente apontados por variadíssimas pessoas aquém e além fronteiras.
O Juiz Carlos Alexandre a tratar alguns dos casos actualmente mais importantes -- "Freeport", "Furacão", "Portucale" ou "BPN" -- e que já mandou prender, por exemplo, o suspeito da bomba no bar "O Avião" ou o gang do multibanco... foi instalado no rés-do-chão de um modernaço edifício com paredes de vidro, óptimo para escritórios empresariais, ali no excelso Parque das Nações. (Em compensação, tem um forte dispositivo de segurança pessoal!)
O caso do BPN é escandaloso. Uma comissão parlamentar incisiva (por muito politicamente excessiva que tenha sido, ninguém acredita que tenha sido tecnicamente medíocre, como Vitor Constâncio quiz fazer crer!) produziu um relatório insipiente e politicamente tendencioso. Com base em premissas verdadeiras, os relatores socialistas inferiram uma conclusão falsa: perante um Banco de Portugal sorumbático diante dos factos, que vieram a ser revelados, houve tudo menos «uma supervisão contínua e estreita»!!
Os resultados dos exames nacionais de Matemática, da primeira fase, foram maus. Explicação? O ME rapidamente a engendrou, embora tenha enveredado por mais uma argumentação despudoradamente falaciosa (ou, como se diria em bom vernáculo, "fugindo com o 'rabo' à seringa"): houve «menos investimento, menos trabalho e menos estudo» por parte dos alunos, por causa, repare-se, da «difusão da ideia que os exames eram fáceis» feita pela comunicação social. Alguém, que não o infalível governo liderado por José Sócrates, tinha que ser o responsável!
Nos últimos dias, Manuela Ferreira Leite apresentou já um esboço genérico das suas propostas para resolver os problemas endémicos da educação, engrossados e mesmo alguns provocados por este governo: em geral, mais exigência e, em concreto, alteração dos estatutos do aluno e da carreira docente, alteração da avaliação docente e diminuição da carga burocrática dos professores.
A política é a arte de convencer os outros de que temos as melhores soluções para a organização e condução da vida pública. Por isso, o exercício desta arte implica, necessariamente, um conjunto de faculdades intelectuais – capacidade de argumentação, de comunicação, diálogo, persuasão – e virtudes morais – ponderação, prudência, sensatez, serenidade, lisura – que caracterizam o verdadeiro homem político, a estes níveis exemplo paradigmático para os seus concidadãos.
Leia-se, nos "mitos climáticos" (1, 2, 3, 4, 5 e continua), uma entrevista de La Nouvelle Révue d'Histoire a Marcel Leroux, eminente climatólogo que vem defendendo a tese de que o aquecimento global é um mito. Quando a ideia dominante começa a ser a de que está a acontecer um dramático aquecimento generalizado da atmosfera do planeta, de que tal é da responsabilidade do ser humano e, por isso, urge inverter estilos de vida, com investimentos avultados e implementação de uma nova ordem internacional, não é dispicienda a atenção a conceder a outra forma de interpretação dos mesmos dados científicos. A reflectir.
Mais um erro nos exames nacionais do ensino secundário, desta feita no exame de Geografia, para alunos do 11.º ou 12.º anos de escolaridade. Entre erros, lapsos e gafes, já lá vão quatro. Mas diferentemente daqueles ocorridos nas provas de Biologia e Geologia, História e Física e Química, este é bem mais grave, uma vez que tem repercussões na correcção da prova.
Manuela Ferreira Leite apontou, e bem, a possível ingerência do governo liderado por José Sócrates na comunicação social, caso a PT venha a adquirir parte da empresa dona da TVI, com o logicamente consequente afastamento de José Eduardo Moniz e alteração da linha editorial. Seria, obviamente, um grotesco atropelo à democracia, um governo vir a dominar uma empresa dona de um canal de televisão, que, com ou sem razão, de forma bem ou mal conseguida, tem sido bastante crítica desse mesmo governo.